Virtualização de servidores, SaaS e Cloud Computing.

May 11th, 2010

Conceitos nem tão novos assim se tornaram uma realidade necessária as operações de T.I de qualquer empresa.

Tudo começou por volta de 1965, quando um grupo de pesquisadores da IBM, tentava avaliar os conceitos emergentes do TTS (Time Sharing System). Eles necessitavam de um meio para realizar avaliações e testes. Foi então desenvolvida, no IBM Yorktown Research Center, uma forma de dividir as máquinas em partes menores. Estas, por sua vez, tinham a capacidade de fazer o gerenciamento dos seus próprios recursos. Desta forma, os pesquisadores podiam efetuar, de forma simultânea, os seus testes nas mais diversas condições de uso. Isso tudo, sem alterar as outras partes que se encontravam no sistema. Como a solução final (TSS/360), chegou tarde e era um sistema muito grande e pesado que consumia muitos recursos do computador a idéia então ficou adormecida para as grandes massas e sendo muito pouco utilizada em grandes empresas, porém em 1998 a WMware disponibilizou as grandes massas essa tecnologia, e a partir daí a cada dia mais presentes em nossas vidas.

A idéia básica da Virtualização é simples: Usar um software para criar máquinas virtuais que emulam um computador físico. Isso cria um ambiente de OS separado que é logicamente isolado do servidor principal permitindo que se executem vários sistemas operacionais simultaneamente em uma única máquina.

Ainda em meados de 2007 falávamos somente sobre a Virtualização de servidores. Hoje, é comum falarmos de Virtualização de aplicações, de desktops, de storage e etc., reforçando claramente que a tecnologia veio para ficar, inclusive pelos benefícios diretos e o investimento de gigantes da tecnologia: O Google, por exemplo, oferece serviços diretamente ligados ao Cloud Computing e ao SaaS já a alguns anos através do Google Apps. Outras empresas entraram mais recentemente neste mercado, como é o caso da Microsoft que implantou o software líder de edição de documentos e planilhas em uma versão online, o Office Web, além disso, o Hyper-V e o Azure já fazem parte de muitas estruturas reais.

Existem diversas formas de Virtualização: Virtualização do Sistema Operacional, Virtualização do Servidor de Aplicação, Virtualização de Aplicação, Virtualização do Gerenciamento, Virtualização da Rede, Virtualização do Hardware, Virtualização da Armazenagem e Virtualização do Serviço, mais qual delas é a ideal para o nosso ambiente?! Qual a vantagem que um provedor de hospedagem pode obter com a Virtualização?

Em primeiro lugar o uso de equipamentos mais modernos acaba por diminuir a necessidade de manutenção física e com isso oferecer um uptime 100%, a maioria dos servidores modernos oferece o Hot-pluggable Technology ou similares, onde a troca de uma parte de hardware pode ser efetuada sem a necessidade de desligamento do servidor, isso se aplica a controladora de disco, hard disks, módulos de energia, cooler e outros, que geralmente são os mais comuns de apresentarem defeitos.

Além disso, o uso de processadores recentes com vários núcleos de processamento otimizado, permitem que cada sistema operacional virtualizado seja executado com toda a velocidade do processador, com apenas de 0,5% a 3,5% da sobrecarga exigida pelo processo de Virtualização, tornando a perda de desempenho imperceptível.

Ignorando-se o layout físico das máquinas é possível isolar em novas máquinas virtuais aplicações críticas, o uso de mysql por exemplo. Imagine um site que receberá uma visitação maior em determinado período, como um concurso. Ele poderá ser isolado dos demais em um ambiente próprio e exclusivo, a Virtualização desassocia o sistema operacional do hardware, permitindo que um operador controle o uso da CPU, memória, armazenamento e de outros recursos do sistema operacional virtual, de forma que cada máquina virtual receba apenas os recursos que precise. Este controle elimina o risco de um processo que consuma toda a memória disponível ou a CPU. É o conceito de Datacenter Virtual, que segundo pesquisas compreenderá mais de 50% dos datacenters atuais já no final de 2011.

Temos ainda a capacidade de expansão ilimitada, pois basta adicionar uma nova unidade de storage ao ambiente e o mesmo já terá multiplicado seu armazenamento, sem a necessidade de migrações, manutenções longas e etc, já termos como Green Computing ainda fazem parte de uma discussão atual, o que no entendimento de 90% dos profissionais de T.I é uma meta fácil de ser atingida, afinal, ao trocarmos 5 ou 10 servidores por apenas um servidor de Virtualização estamos diretamente contribuindo ao aproveitamento do hardware e anulando o desperdício, contribuindo afinal para menor emissão de gases gerados em processos diversos (desde a fabricação ao uso).

A Intellinoc Specialists (www.intellinoc.com) oferece consultoria especializada para empresas que necessitam iniciar suas operações de forma virtualizada, ou aprimorar operações já existentes. Nossos especialistas dominam o uso das diversas tecnologias disponíveis e poderão, sem sombra de dúvida, oferecer um projeto especial as diversas necessidades de cada cliente. Fique livre para nos contatar:

Serviço de Pré-vendas: sales@intellinoc.com
Website V2: www.intellinoc.com/v2
Assinaturas: www.intellinoc.com/assine
Suporte:
www.intellinoc.com/support

Flávio Pedro, CEO  &
Jessé Ricardo, COO.
Operações & Alianças Estratégicas

Releases

Oracle apresenta MySQL beta mais veloz

April 16th, 2010

Na O’Reilly MySQL Conference, a Oracle apresentou um MySQL que chamou de "bem mais rápido"e insistiu que vai continuar investindo no banco de dados open source.

A versão 5.5 vai usar o InnoDB da Oracle como engine padrão e, segundo a empresa, vai oferecer 200% de melhoria de desempenho, além de tempos de recuperação mais de 10 vezes mais rápido.

De acordo com um representante da companhia, os planos da Oracle para o MySQL eram torná-lo mais leve, fácil de administrar e mais competitivo em relação ao SQL Server da Microsoft.

No site de desenvolvedores do MySQL, há detalhes de outras mudanças na nova versão, que incluem melhor manuseio de metadados durante transações, melhoria de performance e de escalonamento no Windows, replicação semi-sincronizada, heartbeating e mais opções de particionamento. Além disso, o esquema de performance do MySQL, uma tabela de informações relacionadas à baixa performance do banco de dados, foi lançado e já está preparado para incluir estatísticas do InnoDB.

O beta do MySQL 5.5 já está disponível para download e está licenciado sob o GPL2.

Material original: http://goo.gl/OHvC

Notícias

Decisão Judicial Ameaça a Neutralidade na Internet

April 8th, 2010

Edward Wyatt – http://goo.gl/NYLv
Leia mais no GizModo – http://goo.gl/r0Dj

Um tribunal federal de recursos dos Estados Unidos decidiu na terça-feira que as autoridades regulatórias tinham poder limitado sobre o tráfego da web, sob as leis vigentes. A decisão permitirá que provedores de acesso à internet bloqueiem ou desacelerem determinados sites e que cobrem de sites de vídeo como o YouTube pela entrega mais rápida de seu conteúdo aos usuários.

A decisão judicial representa um revés para os esforços da Comissão Federal de Comunicações (FCC, a sigla em inglês) para exigir que os provedores ofereçam aos usuários da web acesso igual a todo o conteúdo, mesmo que parte desse conteúdo congestione a rede.

A decisão judicial, que surgiu depois que a Comcast afirmou seu direito de desacelerar o acesso de seus clientes de acesso via cabo ao serviço de troca de arquivos conhecido como BitTorrent, pode gerar esforços no Congresso para alterar as leis e conceder à FCC autoridade específica de regulamentação sobre o acesso à internet.

Isso pode se provar difícil em termos políticos, no entanto, já que alguns republicanos conservadores se opõem por razões filosóficas a ampliar o poder da agência, e alegam que os provedores de acesso é que deveriam decidir que serviços pretendem oferecer, e a que preço.

Em termos mais amplos, a decisão do tribunal federal de recursos de Washington pode impor obstáculos ao plano do governo Obama para ampliar o acesso dos norte-americanos a redes de internet de alta velocidade.

Por exemplo, o plano nacional de banda larga anunciado pelo governo no mês passado propõe transferir bilhões de dólares de um fundo que incentiva o desenvolvimento de serviços de telefonia em áreas rurais para um fundo que pagaria por acesso à internet nessas mesmas regiões. Observadores das questões jurídicas afirmam que a decisão judicial parece sugerir que a FCC não dispõe da autoridade para promover essa transferência.

A FCC agora terá de reconsiderar sua estratégia para impor a "neutralidade da rede", ou seja, o princípio de que todo o conteúdo de internet deve ser tratado igualmente por todos os provedores de acesso. Uma opção seria reclassificar o serviço de banda larga como uma utilidade pública básica sujeita a rigorosa regulamentação, como por exemplo a telefonia. As operadoras de telecomunicações e banda larga já indicaram que se oporiam vigorosamente a uma medida nesse sentido.

A decisão por três votos a zero do juizado de recursos, redigida por um dos juízes mais liberais do circuito de apelações, David Tatel, se concentrava na questão estreita da autoridade da FCC para regulamentar as práticas de gestão de rede adotadas pela Comcast.

Mas representou clara vitória para aqueles que são a favor de limitar a regulamentação da FCC sobre a internet, disse Phil Kerpen, vice-presidente da Americans for Prosperity, uma organização que defende papel limitado para o governo.

"A FCC não tem base legal para impor sua visão regulatória distópica usando a bandeira da neutralidade da rede", disse ele.

Em termos práticos, a decisão judicial não terá impacto imediato sobre os usuários da internet, porque a Comcast e outros grandes provedores de acesso no momento não estão restringindo tipos específicos de conteúdo da web, e tampouco têm planos para tanto.

A Comcast, maior operadora de serviços de cabo dos Estados Unidos, reagiu de forma contida à sua vitória. A empresa se declarou gratificada pela decisão judicial mas acrescentou que havia alterado as decisões que resultaram em restrição de acesso ao BitTorrent, um serviço usado para a troca de grande volume de arquivos, que variam de filmes pirateados a softwares complexos.

"A Comcast continua a aderir aos princípios de internet aberta defendidos pela FCC, e continuaremos a trabalhar construtivamente com a FCC enquanto esta determina a melhor maneira de promover maior adesão à banda larga e preservar uma internet aberta e vibrante", afirmou a Comcast em comunicado.

A empresa no momento está em busca de aprovação federal para sua proposta de aquisição de uma participação majoritária da NBC Universal, que controla rede de TV aberta NBC e diversos canais conhecidos de TV a cabo. Alguns legisladores e grupos de defesa do consumidor se opõem à fusão, alegando que ela permitiria que a empresa favorecesse seus canais de cabo e discriminasse os dos concorrentes – algo que a empresa alegou não ter a intenção de fazer.

Depois da decisão de terça-feira, os defensores dos consumidores expressaram preocupação semelhante quanto ao potencial poder que a Comcast exerceria na internet, alegando que ela poderia, por exemplo, dar prioridade à transmissão de vídeos dos canais NBC e restringir os serviços de concorrentes como os canais da rede CBS.

"Os usuários da internet agora não contam com qualquer proteção", disse Ben Scott, diretor da Free Press, uma organização sem fins lucrativos que apoiou a FCC no processo.

Julius Genachowski, presidente da FCC, havia declarado anteriormente que, caso derrotada no caso da Comcast, a agência procuraria outra fonte de autoridade legal para implementar proteção ao consumidor no segmento de acesso à internet. A FCC afirmou em comunicado que continua "firmemente dedicada a promover a Internet aberta".

Embora a decisão judicial tenha invalidado a abordagem atual quanto a esse objetivo, afirmou a agência, "o tribunal de forma alguma discordou da importância de oferecer uma internet livre e aberta, e tampouco fechou as portas a outros métodos de atingir essa importante meta".

O conceito de acesso igual a todo o conteúdo da internet é defendido pelas pessoas que acreditam em regulamentação pela FCC com o argumento de que isso não é necessário para proteger os consumidores como para fomentar a inovação e investimento em tecnologia.

"Não haverá inovação se só as grandes companhias tiverem acesso à via expressa", disse Gigi Sohn, presidente da Public Knowledge, que defende os direitos dos consumidores quanto a questões digitais. "Veja o Google, eBay, Yahoo – nenhuma dessas empresas teria sobrevivido se, 15 anos atrás, existisse uma via expressa e uma via lenta na internet".

A decisão judicial pode afetar fornecedores de conteúdo como o Google, que controla o YouTube, um popular serviço online de vídeo. Os provedores de conteúdo temem que os provedores de acesso queiram receber para garantir a entrega de material como vídeos de alta definição, que requerem alta capacidade de rede.

O Google se recusou a comentar diretamente sobre a decisão, e encaminhou as questões à Open Internet Coalition, da qual participa. Markham Erickson, diretor executivo da coalizão, disse que a decisão "cria uma situação perigosa, na qual a saúde e a abertura da Internet se tornaram reféns do comportamento das grandes operadoras de cabos e telecomunicações".

Sam Feder, advogado que foi diretor jurídico da FCC, disse que a decisão do tribunal "é a pior solução para a FCC". Ele afirma que a redação da decisão é altamente técnica, o que deve impedir um recurso bem sucedido, mas ao mesmo deixa abertos outros caminhos para realizar o mesmo objetivo, o que pode bastar para que o Congresso considere não ser necessário expandir o poder regulatório da FCC sobre a internet.

A decisão da terça-feira foi a mais recente em uma sequência de processos que resultaram em derrota de esforços da FCC para expandir sua autoridade regulatória, disse Eli Noam, professor de finanças e Economia na escola de pós-graduação em administração de empresas da Universidade Colúmbia e diretor do Instituto de Tele-Informação da universidade.

"A FCC terá de ser mais cuidadosa em suas ações", afirmou, sugerindo que a agência teria de estruturar sua política de maneira mais aceitável ao setor de telecomunicações, de maneira a conquistar maior legitimidade.

Andrew Odlyzko, professor da University de Minnesota e antigo diretor do Centro de Tecnologia Digital da instituição, afirmou que embora alguns provedores de acesso à internet possam aproveitar a chance de cobrar pelo acesso mais rápido, as grandes empresas do setor, como Comcast e Verizon, declararam que não pretendem fazê-lo.

Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times

Notícias

Virtualização: por que não ficar de fora

April 5th, 2010

Artigo original por Rina Noronha – http://goo.gl/jKU3

No início eram as máquinas. Grandes, ocupavam enormes espaços. Quanto maior o data center, melhor.  Empresas almejavam isto: ter grandes espaços para armazenar dados. Os mainframes, gigantescos, faziam o processamento de dados. Isso na década de 70.

Depois, vieram os computadores pessoais e um grande salto: o processamento distribuído. Com isso, a quantidade de dados a serem processados aumentou, já que até mesmo o cidadão comum poderia ter um PC e não era essa, afinal, a idéia?

O tempo passou, o acesso à computação cresceu e melhorou: passamos dos PCs aos notebooks, daí aos netbooks e tablets e smartphones e outros tantos gadgets que permitem não só o processamento de dados, mas o acesso à internet em praticamente qualquer lugar. E se há até pouco tempo era preciso transferir os dados de um aparelho a outro através de um meio físico, como pendrives, CDs e os saudosos (alguém sente falta?) disquetes, atualmente o usuário comum, pessoa física, consegue fazer tudo isso totalmente online.

Melhor: é possível manter todas as informações online, através, por exemplo, dos discos virtuais e de aplicativos de gerenciamento e criação de textos e planilhas, entre outros, e álbuns online de fotos, de forma totalmente livre de um hardware, independentemente de sua localização física. Na nuvem. A mesma nuvem que hoje possibilita às empresas guardarem seus dados em ambientes seguros. E virtuais. Nada mais de grandes centros de dados. Mainframes. Salas e salas ocupadas por enormes máquinas.

Mas, afinal, o que é essa nuvem?

Computação em Nuvem é literalmente levar o real para o virtual. A Virtualização é uma das tecnologias que habilitam a Computação em Nuvem. A tecnologia de virtualização pode ser aplicada em vários níveis da infraestrutura de um datacenter, como desktops,  servidores, armazenamento e rede. Com a Virtualização de Armazenamento é possível acessar e mover dados, arquivos, aplicações de forma on line, de um sistema de Storage para outro, sem paradas, sem impacto para o usuário. E sem a preocupação de os hardwares serem do mesmo fabricante. Ou seja, é o gerenciamento centralizado de diferentes sistemas de armazenamento, de diferentes fabricantes, protegendo o investimento já feito em infraestrutura.

Ao virtualizar, torna-se possível ter acesso às informações, aos arquivos e programas, em um sistema operacional disponível na internet, independentemente da plataforma; o requisito mínimo é um computador compatível com os recursos disponíveis na internet. Assim como faz o usuário comum com seus e-mails, fotos e documentos. Sim, é mais simples do que parece.

E muito além de ser mais simples de compreender do que imaginar uma "nuvem", a virtualização que não é mais um modismo, já provou que veio para ficar traz inúmeros benefícios para as corporações. Para falar um que certamente saltará aos olhos dos gestores: a redução muito significativa de custos com TI.

As expectativas de benefícios são muitas: redução de investimentos em capital e custos operacionais, aumento da flexibilidade da infraestrutura e provisionamento mais ágil, redução no tempo de backup e na capacidade de armazenamento necessária para isso, democratização das oportunidades afinal, qualquer empresa, independentemente de tamanho, pode ter um supercomputador à sua disposição.

Os receios também existem, afinal, apesar de ter chegado com força, a virtualização ainda é algo novo. Questões de segurança e privacidade encabeçam a lista de preocupações e devem, sim, ser pensadas e discutidas. E resolvidas. Pois estar na nuvem é, sem dúvida, uma realidade a ser encarada.

A consultoria Gartner estima que esse negócio (quando li, a palavra negócio soou mal. Trocaria por setor) tenha movimentado 46 bilhões de dólares em 2008. Um estudo recente da IDC mostra que, em 2010, o volume de negócios provenientes de serviços baseados na nuvem vai crescer em 45% – e, ainda assim, a oferta (a oferta – repetição) de aplicações baseadas na computação em nuvem deve permanecer como um modelo de negócios ainda pouco representativo para a indústria de TI em 2010. Mas as duas consultorias apontam que, até 2013, os investimentos em virtualização atingirão 150 bilhões de dólares.

O fato é que as infraestruturas atuais de TI exigem uma nova abordagem para a gestão de enormes quantidade de dados. E a virtualização de armazenamento tem se mostrado uma excelente resposta a isso.

Se virtualizar não está nas suas resoluções corporativas para 2010, é melhor repensá-las e fazer algumas mudanças.

Notícias

Brasil é o país que mais sofre ataques de trojans bankers do mundo

March 24th, 2010

Artigo original http://goo.gl/ZCHN

De acordo com um levantamento sobre ataques de trojans da Kaspersky Lab, o Brasil foi o país mais infectado por trojans bankers, com 36% das ameaças no mundo. A China ficou em segundo lugar, com 21%, seguida da Espanha, com 8%, empatada com a Rússia.

Dmitry Bestuzhev, Analista de Vírus Sênior para a América Latina, afirmou que o Brasil também é o principal produtor desse tipo de vírus, e a grande maioria dos ataques que acontece no país é por vírus produzidos aqui.

Curiosamente, o Brasil não aparece no levantamento sobre trojans psw, responsável por roubar senhas, detalhes do sistema, endereço IP, e-mail e informações de registro. A China ficou em primeiro lugar, com 63% de tentativas de ataque, seguida da Rússia com 12% e Índia e Alemanha, com 4% cada.

Existem três diferentes grupos de trojans que roubam informação: PSW, que roubam senhas de e-mail, redes sociais, mensageiros instantâneos; Banker,que roubam exclusivamente contas bancárias e informações de cartão de crédito; e Spy, que roubam todas as informações do usuário, desde dados bancários a senhas de e-mail.

O levantamento foi feito com base em dados de 2009 e apresentado para os analistas de vírus com exclusividade em Moscou, em janeiro deste ano.

Notícias

Gestão dos processos de inovação nas empresas de TI

March 24th, 2010

Artigo Original de Chang Chuan Teh – http://goo.gl/ik4W

A inovação é reconhecidamente uma das principais fontes de vantagem competitiva e, como consequência, de criação de valor, principalmente no setor de tecnologia da informação. Porém, deve-se ter em mente que não se aplica ao contexto empresarial a ideia de que a inovação é algo simplesmente relacionado à genialidade ou inspiração. Trata-se de um fator de competitividade que precisa gerar frutos. Dessa forma, a inovação tem que ser gerenciada e suportada por processos que garantam a sua evolução contínua.

Essa característica é reconhecida por parte significativa dos gestores que hoje estão à frente de grandes organizações. Os executivos também reconhecem a influência da estrutura organizacional no desempenho dos resultados inovativos, ou seja, a necessidade de se manter em uma mesma companhia diferentes estruturas organizacionais, o que permite reagir de forma apropriada aos desafios e às oportunidades que surgem.

Mesmo assim, a gestão do conhecimento ainda não é tida como relevante para o dia a dia das corporações. São poucas as empresas que investem em iniciativas dessa natureza. O conhecimento é uma fonte de vantagem competitiva sustentável, que está diretamente ligada aos recursos e às capacidades particulares de cada empresa.

Nas duas últimas décadas, para manter a posição no mercado e assegurar a sua viabilidade, as organizações têm respondido com investimentos em recursos humanos, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento, terceirização e publicidade. Entretanto, só isso não basta.

As companhias precisam também repensar as suas estratégias de inovação, de forma a erguer barreiras "altas e sólidas", que impeçam o assédio aos seus clientes pelos concorrentes. Essas barreiras podem ser obtidas priorizando-se investimentos em novos produtos que sejam difíceis de copiar.

A inovação é comumente associada à tecnologia e ao desenvolvimento de produtos, o que pode levar a uma visão estreita do conceito. A ênfase demasiada em inovação tecnológica e P&D, aplicada de forma isolada, é insuficiente para a criação de valor. As empresas podem inovar em tecnologia e produtos, mas também devem inovar em serviços, processos, relacionamento com clientes, estrutura organizacional e estratégias, para citar alguns exemplos. Estudos mostram que não existe relação significante entre quantidade de patentes (indicador clássico de inovação associado à tecnologia) e valor de mercado das empresas brasileiras, mas há relação significante entre quantidade de marcas da empresa e valor de mercado.

Se a inovação do produto não contemplar os impactos nas funções da organização, e estas não desenvolverem ou absorverem as inovações necessárias nos seus processos e estruturas, é muito provável que a empresa amargue o insucesso em sua estratégia. A verdadeira inovação é aquela que converte uma nova ideia em resultados, como receitas e lucros.

Sob essa ótica, uma medida da eficácia dos processos de inovação pode ser o lançamento de novos produtos e serviços ou a melhoria e implantação de novos processos. Por outro lado, é de suma importância que os gestores, na busca pela inovação e pelas vantagens competitivas dela decorrentes, consigam identificar os recursos e as capacidades da empresa que suportam o processo da inovação. Isso pode ser de caráter estrutural, como processos e ferramentas, ou a estrutura organizacional propriamente dita; pode ainda ser de caráter humano, como as competências, os comportamentos individuais e a cultura organizacional.

Notícias

Upgrade de Segurança – Apache versão 2.2.14 e anteriores

March 8th, 2010

A empresa de segurança Sense of Security descobriu uma séria vulnerabilidade no servidor web Apache que pode permitir que um atacante obtenha o controle completo de um banco de dados.

Descoberta pelo consultor Brett Gervasoni, a falha está presente no módulo "mod_isapi" do Apache. Ao explorar a falha, um atacante pode obter privilégios que poderiam ser usados para comprometer a segurança dos dados.

Os usuários do Apache 2.2.14 e versões anteriores devem fazer o upgrade para o Apache 2.1.15 imediatamente, já que esta versão inclui uma correção para o problema.

De acordo com Jason Edelstein, porta-voz da Sense of Security, o Apache é um dos servidores web mais populares atualmente e esta vulnerabilidade foi uma das mais sérias descobertas nos últimos anos.

“Esta vulnerabilidade significa que você pode tomar o controle completo do servidor web remotamente com privilégios do sistema – o nível de privilégio mais alto no Windows”, disse Edelstein. “Um atacante pode obter acesso, modificar ou roubar os dados”.

O boletim de segurança da Sense of Security sobre a falha pode ser encontrado no site da Sense.

Notícias

Como montar minha própria distribuição Linux

March 8th, 2010

Já pensou em montar sua própria distribuição Linux, com suas personalizações?

Ideal para administradores o projeto Linux From Scratch (LFS) ensina a montar do zero sua distribuição, além de fornecer material para maior compreensão do funcionamento dos sistemas Linux.

A versão mais recente, a 6.6 foi lançada a alguns dias com atualizações dos tutoriais e  softwares como o kernel, além de uma revisada no editorial para tornar as instruções mais claras e precisas.

O site oficial (em inglês) pode ser acessado em http://www.linuxfromscratch.org/

Dicas

Criando um ISO de auto-instalação do cPanel

March 4th, 2010

Adaptado do Artigo Original – http://goo.gl/CdvH

Uma grande necessidade dos administradores de ambientes virtualizados ou datacenters é customizar a imagem de instalação do CentOS para instalar automaticamente o cPanel. Matt Dees da Staff da cpanel colaborou com a comunidade postando um passo-a-passo, a ISO abaixo também realizará algumas pré-configurações de instalação e instalará pacotes atualizados, além de obviamente instalar o cPanel. Acho que essa informação é útil para quem deseja criar uma imagem de instalação do CentOS, seja para o cPanel ou para qualquer outra instalação. Para criar a imagem de instalação nós iremos modificar a ISO do CentOS DVD, adicionando um arquivo kickstart, retirando os pacotes desnecessários, e atualizando os pacotes restantes.

Você precisará de algumas coisas para criar esta imagem:

  1. Um servidor rodando cPanel e o sistema operacional desejado, recomendamos usar uma instalação nova.
  2. Os pacotes yum-utils e o createrepo instalados pelo Yum.

Criando a lista de pacotes

Você necessita obter a lista de pacotes em um servidor cPanel, essa lista será utilizada em vários momentos do processo para o instalador saber o que ele deve instalar, ou para o yumdownloader saber o que precisará baixar. Infelizmente não existe uma maneira fácil de ser obter esta lista, além disso, o cPanel oferece alguns pacotes que não estão disponíveis no Yum. Você nunca deve instala-los manualmente, você precisa filtrar e remover estes pacotes. Isso deve ser feito usando o comando Shell abaixo:

rpm -qa | egrep -v “(nsd|bandmin|proftpd|pure-ftpd|frontpage|gpg-pubkey|MySQL|exim|courier|dovecot)” | perl -lane ‘$F[0] =~ s/\-[0-9].+$//; print $F[0];’ | sort | uniq > ~/rpmlist

Este comando gerará um arquivo contendo o nome dos pacotes do sistema excluindo o nome dos pacotes instalados pelo cPanel e um par de outros pacotes.

Copiando o ISO

Copiar a ISO do instalador é uma tarefa relativamente simples. Você precisa simplesmente baixa-ló para o sistema em questão, monta-ló e copia-ló para seu diretório Home, tenha certeza de copiar os arquivos iniciados com “.” também:

Exemplo:

wget http://url/to/some/iso
mkdir /mnt/iso
mount -o loop some_iso /mnt/iso
cp -pr /mnt/ISO ~
cp -pr /mnt/ISO/.discinfo ~/ISO/
cp -pr /mnt/ISO/.treeinfo ~/ISO/

Criando e alimentando o repositório

Criar seu repositório é um passo muito importante do progresso. Usar os pacotes fornecidos com o DVD vai gerar uma instalação desatualizada, apesar de isso poder ser positivo para algum tipo de utilização, mais provavelmente você vai preferir que o processo de instalação use pacotes atualizados, isso pode resultar em uma instalação ainda mais rápida.

O primeiro passo é limpar o repositório atual:

chdir ~/iso/CentOS/
rm -f *

Após limpo você precisará repovoar com pacotes atualizados, para fazer isso vamos utilizar o utilitário yumdownloader disponível com o yum-utils .

cd ~/iso/CentOS/
yumdownloader –resolve `cat ~/rpmlist | tr ‘\n’ ‘ ‘`

Isso vai baixar as últimas versões dos pacotes em questão do Yum e coloca-los no diretório atual, lembre-se de que este processo pode demorar dependendo da conexão à internet e da velocidade do mirror em questão.

Uma vez que este passo esta completo, você tem de preencher o repositório de arquivos com as informações corretas, para isso use o utilitário createrepo:

cd ~/ISO/
createrepo -g repodata/comps.xml .

Inserindo o arquivo Kickstart

Você precisa criar e inserir o arquivo kickstart no local correto. Um exemplo deste arquivo pode ser obtido em http://layer1.cpanel.net/cpanel-ks.cfg. Este arquivo pode ser utilizado para definir os padrões da instalação, tornando-a totalmente automatizada, além de pré-configurar o cPanel. No futuro falaremos sobre o que pode ser inserido neste arquivo para deploy de servidores cPanel (documentação original:  http://www.centos.org/docs/5/html/Installation_Guide-en-US/s1-kickstart2-options.html), mais neste momento a única coisa que precisa ser de seu conhecimento é que a listagem do conteúdo do diretório /root/rpmlist deve ser copiado entre %packages e %post dentro de cpanel-ks.cfg. Uma vez que tenha feito isso deve coloca-ló também no diretório Home.

cd ~/ISO/
wget
http://layer1.cpanel.net/cpanel-ks.cfg

Configurando o instalador para usar o arquivo Kickstart

O bootloader deve ser configurado para usar o arquivo kickstart, você deve fazer isso editando ~/ISO/isolinux/isolinux.cfg.

Este arquivo deve ter algo similar a:

label linux
kernel vmlinuz
append initrd=initrd.img
label text
kernel vmlinuz
append initrd=initrd.img text

Em ambos, ks=cpanel-ks.cfg deve ser adicionado ao final das linhas de append. Isso ira dizer ao instalador para carregar automaticamente o arquivo kickstart.

Criando o ISO.

Uma vez que tudo foi feito o utilitário “mkisofs” pode ser utilizado para criar o ISO:

mkisofs -o $output_file -b isolinux/isolinux.bin -c isolinux/boot.cat -no-emul-boot -boot-load-size 4 -boot-info-table -R -J -v -T .

Após isso você já pode queimar o ISO em um disco e iniciar a configuração/instalação de seu servidor =]

Dicas

Técnicas motivacionais em Governança de TI

March 4th, 2010

Autor: Rodrigo Donini
Artigo Original – http://goo.gl/bkNv

Criar um ambiente motivacional ainda é um grande desafio para a as empresas, até mesmo para as que já reconheceram o real valor individual e intelectual de cada pessoa que a compõe. Identificar quais são as causas da desmotivação empresarial é um dos fatores que mais impulsionam pesquisas psicológicas, o estudo comportamental do ser humano se torna mais complexo com aumento significativo da informação disponível. Você nota que algo está errado, mas não sabe exatamente o quê.

Veja alguns indicadores relacionados à desmotivação que merecem destaque:

  • Clima organizacional: colaboradores que atrasam o início de sua jornada ou a finalizam antes, pichação e má conservação da estrutura física da empresa, desperdício de materiais e conflitos interpessoais.
  • Falhas consecutivas no processo: é importante investigar o motivo pelo qual acontecem falhas consecutivas no processo de trabalho, isto pode ser indicador para a desmotivação.
  • Políticas empresariais: políticas ultrapassadas e engessadas, cultura organizacional são reflexos dos principais fatores desmotivacionais.
  • Fatores organizacionais: cultura dos fundadores, ramo de atividade da empresa, atuais dirigentes, área geográfica em que a empresa atua e ambiente sem organização, estes criam caminhos para todos os outros indicadores causadores de desmotivação já citados acima.

Vamos entender um pouco melhor o que acontece.

O ser humano segue basicamente em uma direção, que é atingir seus objetivos. Porém, nem sempre ele tem consciência de quais são seus objetivos, além de, na maioria das vezes, estar preso em padrões comportamentais. São nestes momentos que o papel do gestor direciona o foco das ações do indivíduo de forma que os anseios pessoais e profissionais se cruzem.

A vida pessoal destes indivíduos é movida pela motivação, e isto não é diferente no âmbito profissional, elas necessitam de desafios, capacitação, recompensa através do seu salário, premiações e reconhecimento constantemente, em contrapartida a empresa tem uma melhoria significativa na execução dos seus processos internos, geração de produtos e serviços, maior envolvimento e comprometimento.

Deve-se dar atenção à continuidade do trabalho, que sofre diversas transformações durante a vida útil da pessoa dentro de uma empresa. O que inicialmente era uma realização pessoal, com o passar do tempo vai se tornando um meio de sobrevivência, desmotivação e, algumas vezes, de insegurança. Isso é facilmente identificado atualmente frente ao grande número de pessoas insatisfeitas com sua ocupação e não envolvidas com o negócio da empresa. Uma pessoa não consegue seguir em frente se não for movida por uma meta. É esta meta que cria o estímulo e a impulsiona para atingir seu objetivo.

Outro ponto extremamente importante é que os gestores devem se preocupar com a formação de líderes, estimulando sua criatividade. É necessário dar liberdade para este colaborador melhorar os processos de trabalho, criar novos produtos e serviços, opinar em decisões, isto promove implicitamente o comprometimento dele com a empresa.

Mas, o que fazer? Quais técnicas podem ajudar?

  • Alinhe objetivos de planos estratégicos com metas claras diretas e tangíveis, é preciso ser realista para não gerar frustração com metas impossíveis ou sonhadoras.
  • Crie um ambiente transparente, divulgue os resultados a todos, estabeleça as regras do jogo, crie meios para atingir as metas, proporcionando condições físicas, tecnológicas e psicológicas.
  • Envolva as pessoas nas metas, faça-as entenderem e se comprometerem, plantarem para colher os benefícios.
  • Promova a integração das pessoas e das áreas, crie um clima onde elas colaborem entre si.
  • Defina e use todas as ferramentas possíveis para criar este clima colaborativo. Utilize mural, intranet, biblioteca corporativa, wiki, quadro de lembretes e redes sociais, esta é a tendência.
  • Comemore feitos e conquistas com festas, jantares, happy hours e eventos em geral.
  • Tratar a desmotivação dentro do ambiente de trabalho é semelhante a um tratamento médico: devemos atuar diretamente nas causas que levam as pessoas a se desmotivarem.

Podemos concluir que cada pessoa tem formas, necessidades e emoções distintas de para serem motivadas, por este motivo elas devem ser encaradas individualmente. Entender suas necessidades e fazer com que as pessoas cresçam juntamente com a empresa é o maior desafio dos gestores, atualmente.

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